Nunca gostei de ditado popular, sempre achei brega. Meu pai, por outro lado, sempre dizia que ditados populares apesar de parecerem bregas, reúnem em cinco ou seis palavras o conhecimento de várias gerações que permite ser transmitido assim: “Família não se escolhe, se conforma”. É verdade qua cada um entende e interpreta diferentes ensinamentos ao ler esta expressão, mas se não fosse assim, como é que o conhecimento de várias gerações caberiam em apenas seis palavras? No texto abaixo você verá como Walter Olivas interpreta esta expressão:
Eu sempre gostei de piadas inocentes e não existe piada mais inocente do que aquela que envolve crianças, quero contar uma aqui, é lógico que será bem inocente e com criança, com escola e, logicamente, com o Zezinho, vamos lá.
A professora pediu a todos os alunos que fizessem uma redação com o tema, “MÃE SÓ TEM UMA”, e depois de alguns dias, o Zezinho apresentou-se para ler a sua redação, e começou assim: Cheguei da rua, cansado, sujo, arranhado pela pelada com os meus amigos. Logo que abri a porta da minha casa, vi a minha mãe agarrada com o namorado novo no sofá. Ela muito brava gritou comigo e mandou que eu pegasse duas cervejas na geladeira. Eu abri a porta da geladeira e gritei para ela: Mãeeeee, só tem uma.
Eu poderia passar horas aqui contando e ouvindo algumas piadas de crianças sem me cansar, pois as crianças são inocentes o bastante para transformar coisas sérias em simplicidade, em inocência e fazer com que nós, adultos, possamos fazer, muitas vezes, uma saudável reflexão sobre o que elas falam.
Quem é pai ou mãe, tem muita história para contar, muita coisa engraçada de seus filhos, dá até para colocar um novo tópico aqui do tipo “pérolas de nossos filhos”. Quem não tem?
Na década de 90, eu não sei declinar com exatidão, o Governo Brasileiro instituiu novas leis de trânsito, e eu tinha um hábito que envolvia os meus filhos. Acordava cedo, tomava um café com eles e, sempre atrasado, colocava-os no carro e levava todos para a escola. Eu tinha uma Quantum, um desses carros imensos, com janelas também imensas, que eram o divertimento das crianças. Comigo no banco da frente ia o Rafael, e, atrás, a Caroline, e os gêmeos Ricardo e Renan. Minha rotina era simples, deixava o Rafael e a Caroline em uma escola e depois me transformava em juiz de uma pelega diária e eterna, a briga do Ricardo e do Renan pelo banco da frente, ambos queriam visualizar a cidade pelo vidro dianteiro. Sabe quem resolveu esta briga? A nova lei de trânsito, que proibia o transporte de criança no banco dianteiro. Resolvida a questão, na forma da Lei, sobrou para mim a tarefa de explicar aos dois que aquela não era uma decisão minha, mas da preocupação dos governantes com a segurança das crianças. Naquela manhã, em que a Lei começou a vigorar, coloquei os quatro no banco de trás, o Rafael, maiorzinho nem se alterou, mas quando eu o deixei na escola, veio a pergunta: quem vai na frente?
Quer ler mais? A continuação você encontra no fórum. Boa leitura!














