Quem casou, casou, quem não casou não casa mais em maio. Este é o último final de semana do mês.
Tradicionalmente maio é o mês das noivas, algumas histórias justificam esta escolha. A mais aceita e divulgada é a que veio da Europa com os jesuitas, que dava ao casamento o simbólico sentido de que casar- se no mês de maio, início da primavera na Europa, trazia ao casal fertilidade e renovação da vida. O casamento é bem mais antigo, dizem ter nascido na antiga Roma, e que não teria nenhum sabor romântico e sim jurídico, e que era possível o cidadão romano manter sua fortuna, ou até aumentá-la, com a união monogâmica das famílias. Outra história bem menos romântica era de que na idade média, ou idade das trevas, os casais que acabavam de sair de rigorosos invernos, tomavam banho e isso seria o ideal para que as noivas aproveitassem e se cassassem, dizem até que o buque e as grinaldas de flores, eram para “espantar” um pouco o cheirinho. Mas a modernidade também já está interferindo nesta tradição, maio não é mais o mês das noivas, o mês das noivas é dezembro. Razão?
no final do ano, com o décimo terceiro salário, fica mais fácil pagar as imensas contas do casamento ou, para os mais espertos, aproveitar o verão e viajar em busca do sol. Pois é , segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os meses preferidos para o casamento no Brasil são os de dezembro e janeiro, com tendência de também ser em agosto, mas como agosto é mês de cachorro louco, ficou quase de fora. Outra estatística é que o número de casamentos é quase igual ao de divórcios, e que a idade de o brasileiro se casar subiu em 10 anos. Um dia destes, uma pessoa de cultura diferente dos brasileiros, criada exclusivamente na Europa, me perguntou por que as brasileiras se casam com tão pouca idade. Em resposta a esta pergunta, também fui atrás das estatísticas e, pasmem, a maioria das mulheres brasileiras, não estão se casando tão cedo e sim, tendo filhos mais cedo, e essa tendência está claramente relacionada, em muitos casos, à formação e escolaridade das garotas. Já as mulheres com formação superior ou de outros países, que estão optando pela carreira, estão usando remédios que evitam a perda de óvulos e que permitirão que estes óvulos sejam usados quando elas já estiverem com os seus 30 ou 40 anos, já resolvidas economicamente. Ou seja, a evolução da mulher é o fator mais importante hoje na formação da família, bem diferente das mulheres lá da idade média que nem podiam escolher o marido. Portanto, agora não existe mais um mês das noivas, mas um mês que as noivas escolhem se vão ou não se casar.














