jovens

Geração por geração uma coisa nunca mudou, a adolescência. Muito mais que psicológico ou social, esta época em nossa vida é fisica, é quimica e é natural do corpo humano, uma fase necessária e comum a todos. Entender os jovens já rendeu muito estudo e vários doutorados. Estou aqui escrevendo este artigo e ao mesmo tempo a TV mostra um filme para adolescentes e que é do tipo Higth School Music, criado para ser sucesso entre os adolescente mas que atingiu em cheio a idade dos 10 anos. O que mudou? Adolescência não se iniciava aos 13 ou 14 anos?

Estamos falando de uma nova geração, que antecipou seus passos, recebeu muito mais informação que qualquer ser vivente até hoje. O mundo muda a cada 19 minutos (tempo em que a informação leva para percorrer a terra) e as informações dos últimos minutos já podem não mais interferir em nada na vida dos seres humanos, já é passado. Os olhares estão vendo horas ou dias a frente.

O que é gíria hoje, amanhã é brega, aliás, falar brega já é brega. (Para nossos leitores portugueses, BREGA, no Brasil, é algo ou alguém que está fora de moda, que não se modernizou, nem vai se modernizar).

As pesquisas sobre este assunto são bastante claras, a informação, a internet, a globalização e as muitas misturas das culturas está agindo diretamente na evolução dos adolescentes, nenhuma outra faixa etária do Homem é tão mudada  quanto a faixa que vai dos 10 aos 20 anos. Enquanto alguns de nós olhamos dias a nossa frente, esta faixa está tendo que olhar meses e até anos, isso para se ter uma ideia da velocidade com que eles mudam.

Estamos pasmos, mas foi a nossa geração quem revolucionou tudo isso e agora não sabe  como conviver com os  resultados, principalmente no que se trata de relacionamentos e liberdade sexual dos  adolescentes . Em uma sociedade que ensinou sexo fora do casamento como normalidade, que ensinou separações de casais como rotina normal, que ensinou que namorado da mãe ou namorada do pai podem dormir na casa dele ou dela,  que ensinou a aceitar mudanças morais e éticas com bastante naturalidade, (não que eu não apoie estas mudanças, mas elas deveriam ter vindo com mais experiência de nós pais), o que você espera? Fomos nós quem transmitimos ou deixamos que outros transmitissem.jovens3

Dormir na casa da namorada, para você é chocante? para eles é normal e como você vai agir nestas horas?

Comunicação, diálogo, informação e uma boa dose de coragem e amizade, pois está provado que seu filho ou sua filha evitarão tocar neste assunto com você para discutir, mas lhe comunicarão a ocorrência.

Qual é idade para se entregar para o namorado? 12, 14 ou 16 ?  se você achou que é 16, errou e isso não é uma regra, mas é uma tendência.

Se você é pai, segure seu ciúme, bata a cabeça na parede, mas a idade com que isso acontece está cada vez menor, e, lamentavelmente, está também mais cedo a gravidez indesejável. Portanto ajude, não complique. Ensine, converse e discuta assuntos como DST, preservativos assim como você discute futebol ou política, transforme em normalidade, não crie tabus ,  seja uma pessoa confiável para seu filho, se não você vai levar alguns sustos. Se você é mãe, seja amiga e muito amiga, pois uma pesquisa de comportamento chegou à conclusão que muitos adolescentes se arrependem da “primeira vez” e gostariam de discutir isso com alguém da família e, o que é o pior,  depois de algumas vezes que as meninas fazem sexo seguro, elas deixam de usar o preservativo, como se o amor fosse antídoto para a AIDS e outras doenças.

O que não podemos permitir é que nossos adolescentes entrem na vida com ideias erradas sobre sexo,  afeto, carinho e, principalmente, sobre amor e que eles não venham a confundir sexo com pornografia, amor com libertinagem.

Com uma coisa podemos ficar tranquilos, o maior índice de conhecimento sobre sexo e  de uso de preservativos  está entre os jovens e não em outras faixas etárias.

E quando eles chegarem aos 20, depois de terem tido alguns parceiros (de dois a três, segundo pesquisas)  definirão que o casamento deverá ser protelado o máximo possível, pois antes de tudo vem a sua carreira e  a sua independência financeira. Eles, mais do que nós, estão procurando errar menos, pois muito do que mostramos para eles, foram coisas que não deram certo.

Sabe aquela pessoinha que você embalou com tanto carinho? Virou adulto.

De tudo o que eu tenho visto até agora e´que os pais não devem ter medo de assumir com garra e pulso a educação, a direção e o futuro de seus filhos, se não eles  acabarão  dançando na Hight School Life.

Fotos: www.f-creation.info

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Posto em ...da Redação

Uma Resposta

  • Maria Matos no dia 28. 06. 2009 à 01:07

    Boa noite
    É isso mesmo! Fomos nós, com a nossa revolução dos anos 60, que começamos tudo isso, que o apregoamos e lutamos para que assim fosse, mas… agora não “encaixamos”. E o pior é que nos fazemos de “esquecidos”, muito pior ainda é que “esperamos” que a TV ensine aos nossos filhos “essas coisas” com as suas campanhas de sensibilização. Mas na verdade é de nós que eles esperam a informação e a sensibilização. Mas ficamos “gagos” quando temos de falar disso. Mas isso não é natural, simples, normal? Não é a mesma coisa que falar de futebol, de malhar nos políticos, de comentar banalidades? Infelizmente, e para meu desprazer, tenho que reconhecer que não. Os papás de agora ficam mais “atrapalhadinhos” e mais “coradinhos” que nossos pais e avós. Já não tenho motivos de preocupação pessoal com o tema, mas lembro-me de como agi quando começaram a chegar as “perguntas”. Norma n.º 1 e única – responder com a “verdade e só a verdade”. Entendeu, tudo bem se não entendeu há-de voltar a perguntar e de novo à que responder com a “verdade e só a verdade”. Chegou a altura do namoro? Ah, nada de ir fazer “essas coisas” para o jardim público, no carro, na pensão mal afamada. Tens casa! Teu quarto é teu mundo, ele tem paredes e porta logo não “estou em casa”.
    Quando meu filho teve a 1.ª ejeculação, aos 12 anos, foi de noite quando estava a dormir. Lembro-me que acordou e sentindo-se “enojado”, como disse, foi tomar banho, e tirou os lençóis da cama. Nós, eu e meu marido, acordamos e fomos ver o que estava a acontecer. Perante a revelação, abraçamos nosso filho, beijámo-lo, demos-lhe os parabéns e… juro, abrimos uma garrafa de champanhe. Nosso filho acabou por desabafar – tenho os pais mais loucos do planeta! Foi um momento inesquecível.
    Maria Matos
    P.S. Em Portugal a palavra correspondente a Brega é Betinho

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