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Quem é mais jovem não consegue imaginar os tempos revolucionários do século passado e as incríveis inovações  e invenções  que transformaram o planeta.

Recentemente, um  grupo de crianças, todos com menos de  12 anos, foi apresentado a algumas destas invenções originais e a reação foi fantástica. Alguns procuravam em uma máquina de escrever o botão “ENTER” e onde é que se imprimia a folha. Ou em uma televisão o controle remoto para colocarem a cor. Mas o que impressionou mesmo foi a máquina fotográfica, as comparações foram impressionantes pois quase todos eram portadores de “celulares” com câmeras fotográficas e eles não entenderam o sistema, procuraram o visor, a memória e queriam saber como se transferiam as fotos para o computador.

Muitas invenções foram revolucionárias, mas a fotografia foi uma das grandes  revoluções. Imagens que antes eram impossíveis de serem vistas , a não ser através da imaginação, desenhos, ou a presença no local, o  que nem sempre era fácil, passou a ser uma rotina na vida das pessoas. E assim deu-se uma verdadeira descoberta do mundo, de outros povos, de outras paisagens,  com cenas vistas pelas imagens  fotográficas.

O mundo ficou pequeno. Hoje, as máquinas fotográficas registram milhões de cores, milhões de pixels e os números são astronômicos, sempre em milhões. Em 1903 os irmãos Auguste e Louis Lumière, depois de inventarem o cinema, colaboraram com o início da fotografia e tiveram a ideia de colorir as fotos, até então só em preto e branco. Uma ideia simples mas, um pouco difícil de ser explicada, que usava fécula de batatas e corantes, colocadas sobre uma placa de vidro e reveladas artesanalmente davam cores às fotografias. A mistura dos corantes sobre as féculas de batatas gerava os “pixels” daquela época. As imagens do mundo se encheram de cor.lumiere004

Esta foto ao lado é um dos exemplos de como o sistema funcionava. Os dois irmãos se fotografaram para testar o sistema e as cores  formadas se parecem muito com as fotografias que temos hoje. Estas fotos foram muito difundidas até 1930, quando uma pequena empresa nos Estados Unidos, chamada Kodak,  inventou o Filmcolor um substituto para o Sistema Autochrome Lumière, que era o nome dado pelos dois irmãos para a sua invenção. A qualidade que estes inventores conseguiram há mais de 100 anos atrás é digna de ser mostrada em alguns exemplos de fotos, que colhemos na Internet,  e com as cores formadas por corantes e fécula de batata que nada mais é que um dos ingredientes de alguns deliciosos bolos caseiros.

Uma grande parte das fotografias de nossas árvore foi feita no século passado e algumas no início do século, se for colorida lembre-se que colocar cor nesta foto foi uma experiência em tanto.

OBSERVAÇÃO: Para proteger as suas fotos antigas, escaneie e guarde em nosso site. MeusParentes não tem limite para inserção de fotos. Separe em albúns e organize para que seus parentes possam ver o seu acêrvo fotográfico.

As fotos abaixo, são imagens do cotidiano da família Lumière, ( estas fotos fizeram parte de uma exposição em maio  passado no Brasil para as comemorações do Ano da França, imagens fonte: Autochomes Lumière , Obvius),

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Posto em ...da Redação

3 Respostas

  • Sebastião Pettersen no dia 02. 10. 2009 à 06:28

    Fotos são portais da saudade, é fazer uma viagem no tempo, rever sentimentos e porque não dizer também chorar…quando a arvore pena, pois ainda tenho problemas para carregar fotos e parei de colocar fotos nos albuns…abraços

  • JUSSARA DUNICE no dia 03. 10. 2009 à 03:15

    FOTOGRAFIAS LINDAS ! É VIAJAR EM UM TEMPO, A BUSCA DE UM PASSADO ! PARECE QUE EU ESTAVA PRESENTE !

  • Joaquim Paulo do Rêgo Barros no dia 12. 10. 2009 à 09:20

    Sou filho de um homem que passou pela vida, em seus 72 anos, registrando Tudo; já que vivia com uma máquina fotográfica nas mãos ! Meu Saudoso pai: Antônio do Rêgo Barros, teve, desde guri, a influência altamente positiva de um homem, Diocleciano Daumas, um Protético, sempre a frente de seu tempo, que lhe ensinou tudo da fotografia daquela época. Assim, sempre possuímos milhares de fotos, algumas, que, o Celulóide, infelizmente, não resistiu ao tempo, umidade, mofo & infiltrações, das diferentes casas onde minha numerosa família residiu. Como ele faleceu em 1996, em Macaé (RJ), não chegou a alcançar essas Incríveis máquinas Digitais de agora… Fico imaginando a “criança” que esse bom homem sempre foi, podendo operar uma dessas câmeras dagora ! /as fotos do Imortal Lumière estão LINDAS ! PARABENS ! ! ! !

    Joaquim Paulo do Rêgo Barros
    Três de Maio (RS)

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