Dezessete anos após sua descoberta, onze equipes de paleontologistas e antropologistas internacionais apresentaram, na última semana, os restos do esqueleto fóssil mais antigo do mundo, jamais encontrado.Trata-se de uma Ardiphitecus ramidus que viveu na África Central, há 4,4 milhões de anos.

A história da evolução humana é um verdadeiro quebra-cabeça, mas, aos poucos, novas peças vão se encaixando às antigas e vão nos dando novas pistas acerca das nossas origens.
A peça que foi apresentada ao mundo, esta semana, vem substituir Lucy como o hominídeo mais antigo do mundo. Lucy, com 3,2 milhões de anos de idade, era o nosso antepassado mais antigo, até a descoberta de Ardi – como o novo fóssil foi batizado.
Ardi é uma fêmea, com cerca de 120 centímetros e pesando 55 quilos. Seu cérebro tinha um tamanho semelhante ao de um chimpanzé moderno e seus pés ainda não tinham a curvatura típica dos pés humanos - já presente em Lucy. No entanto, já era muito diferente dos chimpanzés. Nas palavras do grupo de cientitstas: “nenhum macaco moderno pode ser usado para caracterizar a evolução dos primeiros hominídeos”.
Sem dúvidas, a descoberta de Ardi trará algumas respostas em relação à evolução de hominídeos e símios, mostrando características compartilhadas por seres humanos e chimpanzés .
As pesquisas já concluíram que Ardi era capaz de se locomover em pé, na vertical, mas ainda mantinha a agilidade de subir em árvores. Ela tinha mãos que lhe permitiam manusear objetos, mas ainda sem a facilidade das mãos de homens e mulheres modernos.
Imagem: Flickr














