Usar este título requer que eu inicie pedindo desculpas, não é politicamente correto chamar alguém de velho, a palavra correta é idoso, mas, eu queria fazer um jogo de palavras com o título do livro “O velho e o mar” de Ernest Hemingway. Para quem leu, lembra-se muito bem da história pois é inesquecível, e para quem não leu, conta a luta de um velho pescador com um peixe, não é qualquer peixe, é o seu maior peixe, a sua melhor pescaria e o que ele sempre esperou durante toda a sua vida. Os dramas e as consequências da idade na profissão, família, amizades e sociedade são os temas por trás da pescaria, e os valores que modificam com o tempo e o modo como todos nós iremos enxergar os nossos anseios ao adquirir a necessária experiência de um pescador. O velho vence, mas a vitória não tem gosto que deveria ter. Por que escolher O velho e o mar? Qual é a relação com o nosso blog ou com o nosso interesse que é Genealogia?
Os cientistas passam boa parte de suas vidas em busca de soluções para esta fase de nossa vida, a velhice, e muitos estudos são direcionados na tentativa de resolver ou pelo menos amenizar as dificuldades que o tempo pode causar na mente, no corpo e na vida do Ser humano. O nosso peixe, assim como no livro, é a nossa memória, que insiste em se afastar, fugir, abandonar o barco ou simplesmente desaparecer nas águas escuras da insanidade, e manter a linha presa a mão, chova ou faça sol é talvez a nossa última função nesta vida. Cientistas da Faculdade da Califórnia – Los Angeles – Estados Unidos, concluíram em uma pesquisa envolvendo 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos, que, a internet pode ajudar a preservar células nervosas e até regenerar algumas partes já atingidas pelo envelhecimento de células. Os cientistas revelaram que os voluntários foram divididos em dois grupos, em um os voluntários eram experientes em internet e no outro um grupo de iniciantes. A resposta dos dois grupos a exames tomográficos enquanto eles acessavam a internet para pesquisa, leitura de livros e jogos ativava sensivelmente o cérebro dos dois grupos, sendo que o grupo experiente acionou muito mais as regiões do cérebro responsável pelo controle da leitura, linguagem e memória do cérebro, e que o grupo com menos experiência também tinha estas mesmas atividades cerebrais com menor ativação das regiões envolvidas, mas, atingiam o mesmo resultado depois de serem “ensinados” a pesquisar, ler livros ou até jogar. Já um outro grupo que só usava palavras cruzadas, teve um resultado bem inferior aos dois grupos testados. 
“Uma tarefa simples, cotidiana, como fazer buscas na internet, parece intensificar os circuitos cerebrais nos adultos mais velhos, demonstrando que nosso cérebro pode continuar a aprender à medida que envelhecemos”, afirma Gary Small, responsável pela pesquisa.
“Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores e sugerem que pessoas de meia-idade ou mais velhas podem reduzir o risco de sofrer de demência ao praticar regularmente atividades cerebrais estimulantes”, diz Rebecca Wood, diretora-executiva da organização Alzheimer’s Research Trust.
Este estudo foi publicado na revista American Journal of Geriatric Psychiatry.
Como grande parte de nossos usuários são pessoas que estão na faixa etária em que a experiência foi elaborada, e vários emails dirigidos para a nossa equipe de “suporte” é expressando o desejo de aprender a usar, compreender e montar a sua árvore genealógica, então, resolvemos mostrar aqui este importante estudo e relacioná-lo ao nosso site. O que percebemos muitas vezes é que falta um pouquinho de paciência dos mais jovens em serem professores para quem um dia já ensinou. Nosso site apóia cada vez mais as iniciativas que levem as pessoas convidarem seus parentes de mais idade, que, além de ter em sua árvore um profundo conhecedor da história de sua família, ainda estará ajudando este seu parente a retomar as memórias perdidas no imenso mar que é o nosso cérebro. Sabe um grande favor que você pode fazer pela sua árvore? Coloque seus “idosos” na frente do computador e “ensine-os a montar a árvore, a fazer pesquisas genealógicas a procurarem em suas memórias os momentos significativos que fizeram parte de sua família.
Nosso blog a um bom tempo tem publicado matéria especificas para estes nossos queridos usuários e esperamos que eles possam aprender rapidamente a nossa plataforma. Nossas matérias técnicas, estão colocadas com uma leitura bem simples, mas, com bastante detalhe de modo de uso e aprendizado, divulgue o nosso blog.
Esta reportagem foi publicada pela BBC, G1 e revistas médicas.
Foto: Aquarela sobre foto de Antonio Ozório














