Parece nome de mulher, mas não é. Eugênia tem acento.
Eugenia. Então, o que é isso?
Para quem trabalha com genealogia, este tema é uma obrigatoriedade e que não se pode ignorar,como estudo genealógico. Pode-se não concordar mais é necessário se conhecer.
Eugenia foi primeiramente citado por Francis Galton em 1869, e tinha por objetivo controlar a genética e o caminho pelo qual a natureza deveria seguir. Antes de ser conhecido por eugenia, o nome que era usado era “higiene racial”, se tornou ciência e estudo de muitos geneticistas. Você deve se lembrar da aula de Ciências, aquela aula que falava sobre a experiência do monge Gregor Mendel que, em 1864, estabeleceu pela primeira vez os padrões de hereditariedade ao observar que algumas características existentes em ervilheiras obedeciam a regras simples. Ele percebeu que se misturasse apenas as ervilhas mais fortes, a nova geração de ervilhas, se tornava também mais forte e assim sucessivamente. A genética de Mendel deu respaldo para a Teoria de Darwin da seleção das espécies e formou na cabeça de Galton, a Teoria da Higiene Racial.
Se esse assunto não tivesse sido usado de forma errada por algumas pessoas durante o século XX que ,deturparam a idéia, e usaram como desculpa para crimes contra a humanidade, este assunto seria mais estudado e talvez hoje as soluções encontradas poderiam ter sido outras que não a de Galton, assim como o próprio conceito da eugenia: “A teoria do mais forte” , do mais lógico e da mais racional, sempre vence. É a evolução do conhecimento.
Galton, preocupado com o aumento das doenças mentais e das despesas dos governos em manter instituições para tomar conta destas pessoas, cada vez mais frequentes, sugeria que na medida do possível o Estado deveria intervir na seleção natural do Ser Humano, efetuando uma seleção de pessoas mais fortes. Isso já é feito pela natureza, o que ele queria, era “dar uma mãozinha”. Esta teoria científica teve muitos adeptos ilustres como, Alexandre Grahan Bell, (inventor), George Bernard Shaw, (escritor), John Maynard Keynes ( economista), Theodore Roosevelt (político) , Calvin Coolidge (politico) e Sir Winston Churchill (estadista).
Nos anos 30 do século XX o eugenista Ernest Rudin, erronêamente deu suporte científico para que a teoria fosse usada como “Limpeza Étnica”, levando a humanidade ao absurdo do Holocausto, que, aliás tem também o nome de Aktion T4, fazendo com esta teoria se tornasse um taboo pelos estudiosos.
Assim como a natureza pode conduzir um grupo de pessoas, ligadas por “família” a perder as características boas , pode também levar uma família ao lado contrário, as chances serão sempre de 50 por cento. A Teoria da Higiene Racial, hoje em dia, não tem mais sentido, a miscigenação dos povos, já não permite mais uma “higiene racial”, o mundo mudou e não só a genética, mas as culturas e todo o resto, tudo se misturou.

Segundo um artigo publicado recentemente pelo jornal espanhol La Vanguardia em seu site na internet, “A maioria dos Afro-americanos residentes nos Estados Unidos têm pelo menos um antepassado branco.
Especialistas consideram que a mestiçagem entre brancos e negros nos Estados Unidos, chega a 90% dos habitantes afros. Esta grande incidência de mistura genética, deve-se ao fato de que, durante vários séculos de escravidão, e por relações sexuais entre mulheres negras e seus “donos” eram frequentes.
Megan Smolenyak, o especialista em genealogia, que investigou a árvore da primeira-dama, Michelle Obama explicou ao La Vanguardia que a investigação do DNA da população alvo nunca encontrou um caso de Afro-americanos em cujas origens são 100% africanos.
Quem é branco e quem é negro? A resposta é relativa e, ser negro, branco, amarelo, indigena e outras etnias é agora apenas uma questão de cultura e não de raça. A teoria de Galton estava corretissíma, a natureza encontrou um jeito de deixar o mais forte vivo. E no nosso caso, o mais forte é também o mais inteligente, o mais solidário, o mais responsável, o mais amável, ou somente o melhor da mistura de todas as raças.















