
O escritor romântico Heinrich Heine (1797-1856) , que viveu em Hamburg, Alemanha, escreveu certa vez:
“Onde queimam-se os livros, irão no final queimar seres humanos também”
Fiz esta referência pelo fato de que Heine escondeu na palavra “livro” o verdadeiro sentido de HISTÓRIA.
É assim, primeiro se dá pouco valor a história, depois a ignora e depois se repete os mesmos erros, mas no final , sempre se lamenta.
Tristemente, divulgamos hoje um negro capítulo da história, um dos capítulos que até hoje envergonha as vítimas, os descendetes dos algozes, e o mundo todo. Se depender da corrente que não quer que o mundo esqueça esta tragédia, divulgando e relembrando, remoendo e trazendo a tona os documentos, as fotos e os testemunhos dos que viveram este horror do século vinte, ainda será este um dos mais divulgados eventos da crueldade humana.
Para os que ainda teimam em não acreditar…
Foram 6 milhões de judeus…
3 milhões de prisioneiros de guerra, 1,5 milhão de inimigos políticos, 600 mil sérvios, 500 mil ciganos, 200 mil maçons, 15 mil homossexuais, 5 mil Testemunhas de Jeová e outros milhares de escritores, poetas, jornalistas, professores, padres, simpatizantes e pessoas que ajudavam a esconder e proteger os perseguidos, todos mortos no Holocausto.
Para quem deseja se aprofundar e descobrir raízes arrancadas do solo, o Arquivo Nacional dos Estados Unidos apoiou e divulgou o site The Holocaust Collection com um dos mais completos arquivos sobre os campos de concentração alemães na II Grande Guerra. O site esta em inglês, e vale a pena ver os documentos, fotos e testemunho de milhares de sobreviventes, inclusive a impressionante coleção dos Livros da Morte, folha por folha. Um dos pontos altos deste arquivo são as fotos, anotações e lembranças da jovem Anne Frank que pode ser visto neste slideshow de Anne Frank .
Não vamos esquecer.














