Matthew Roberts, um DJ de Los Angeles, resolveu fazer a sua árvore genealógica biológica, já que fora adotado ainda quando pequeno e não tinha nenhuma referência de seus parentes biológicos.
A única informação que tinha era a de que seu nome fora trocado e que antes se chamava Lawrence Alexander e que sua mãe era do Wisconsin, nos Estados Unidos.
Ao encontrar-se com a mãe biológica, ficou sabendo da mais assustadora e impressionante história de sua vida.
Sua mãe havia sido estuprada e posteriormente ficou grávida do mais famoso e infame serial killer dos Estados Unidos, o psicopata Charles Manson.
Terry a mãe biológica confidenciou depois de muito esforço de que Matthew teria sido o produto de uma orgia regada a drogas, quando ela teria tido relações com Manson.
Para Matthew o mundo caiu, ficou depressivo e sofreu muito ao conhecer a sua real história.
Fã de Gandhi, (pacifista indiano), encarou a notícia e declarou:
- “O meu herói é Gandhi, sou anti-violência, vegetariano e pacífico. Não queria acreditar. Fiquei com medo e raiva. [...] Pensa-se que se vai conhecer os pais biológicos e que eles nos vão receber de braços abertos e amar-nos. Mas ele [Charles Manson] não é pessoa capaz de fazê-lo”.
Agora ele luta para aceitar o seu pai, e diz que : – …Não quero amá-lo, mas também não quero odiá-lo.
Charles Manson é um psicopata que em 1969 realizou uma série de assassinatos juntamente com um grupo de fanáticos que o acompanhava.
Dizia-se a encarnação de Jesus Cristo e que Deus falava com ele pelas musicas dos Beattles, principalmente a musica “Helter Skelter” que era escrita na parede com o sangue das vítimas. Em 9 de junho de 1969, invadiu a casa do cineasta Roman Polanski, matou e estuprou a esposa e atriz Sharon Tate que estava grávida de 4 meses e mais 4 convidados que estavam presentes na casa.
Para o juiz do caso Tate, como ficou conhecido, Manson era: “o homem mais malígno e satânico que já caminhou na face da terra”.
Em 1971 foi condenado a morte juntamente com 4 seguidores : Tex’ Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten, esta última com 19 anos.
Em 1972, uma mudança na lei estadual, trocou a sentença de pena de morte para prisão perpétua, que ele cumpre até hoje, e que já recorreu diversas vezes na tentativa de receber os benefícios da liberdade condicional, ao qual teria direito. Todas as apelações foram negadas e ele cumpre pena em uma penitenciária de segurança máxima. A tatuagem na testa, uma suástica, foi feita dentro da prisão e talvez tenha influenciado a decisão dos promotores responsáveis pela soltura.
Se o pai conseguia ouvir Deus na música Helter Shelter, seu filho, que faz da música a sua vida, consegue ouvir Deus na música “Imagine”.
Fonte: The Sun















